17 de maio de 2017

Produto ou mobilidade?

Mais do que o resultado final, a mobilidade é uma preocupação constante de empresas para os próximos anos. O assunto, em debate no Growth, Innovation and Leadership Summit, o GIL 2017, em São Paulo, reuniu representantes de montadoras, prefeitura da cidade e startups que oferecem serviços de transporte.

Um exemplo de companhia que busca um sistema mais dinâmico é a 99, plataforma brasileira de transporte individual, além da BlaBlaCar, sistema de caronas com mais de 40 milhões de usuários no mundo, e da Flapper, que oferece viagens compartilhadas em jatos e helicópteros. Apesar de consolidadas, estas startups ainda não alcançaram o ponto de equilíbrio com seu faturamento, e por enquanto, sustentam suas operações com o capital de investidores. O fato é que essa discussão não é recente.

Diante disso, enquanto startups voltadas tentam entender suas possibilidades no mercado, as montadoras de automóveis já se movem para ampliar sua mobilidade, ainda que não tenha o lucro desejado. Desde 2014, por exemplo, a BMW entrega o recurso ConnectedDrive em todos os veículos em circulação no Brasil, ou seja, um chip instalado no interior do veículo que garante serviços básicos como chamadas de emergência, tudo para melhorar a experiência do consumidor no interior do veículo. O objetivo da companhia é gerar receitas a partir deste serviço, que por enquanto é gratuito.

A Volkswagen é outra empresa que segue a mesma iniciativa no Brasil. Ela promoveu uma grande reestruturação no ano passado, criando a área digital e de novos modelos de negócio, comandada localmente por Fabio Rabelo. A missão dele é justamente identificar oportunidades e segmentos de atuação. Segundo o gestor, uma opção interessante para as montadoras seria firmar parcerias com as startups de mobilidade e empresas de tecnologia.

Na realidade, ainda que de forma tímida, a indústria está se esforçando para entender estes novos caminhos, e enquanto isso, devem seguir usando o modelo de negócio antigo para financiar o novo. É a mobilidade como sinônimo de inovação.
Fonte: Giovanni Porfírio | PARAR
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